Retroativo da ajuda de custo, 30 horas, vale-transporte e outras reivindicações dos
trabalhadores da Fhemig

Na última quarta-feira, 15/06, o SINDPROS e a ASTHEMG participaram de mais uma reunião da mesa interna da Fhemig. A reunião acontece todo mês com diretora e pessoal, Ana Rego – DIGEPE. Nessa reunião foi discutido as demandas dos trabalhadores da Fhemig. Veja as principais:

Vale-Transporte X Auxílio Transporte

A Fhemig esclareceu que há diferença entre quem recebe Vale-Transporte e Auxílio Transporte (V.T.). Quem recebe Vale-Transporte continua a receber sem nenhum desconto no salário. Lembrando que apenas recebe o VT quem tem salário base abaixo de 3 salários-mínimos.

Já o Auxílio Transporte (A.T.) é um direito dos trabalhadores que não recebem o V.T. Ele é pago em cima de uma verba fixa, de R$ 198,00. Para o Auxílio Transporte é descontado 6% do salário base, no entanto esse desconto não poderá ser maior do que a verba paga no Auxílio Transporte. De acordo com Ana Rego o próprio sistema da Fhemig não permite que seja desconto um valor maior que o da verba. Ou seja, não há prejuízo ao trabalhador.

Os trabalhadores que perceberem descontos indevidos ou fora dessa regra devem entrar em contato com o SINDPROS e ASTHEMG para que seja analisado e levado a Fhemig. De acordo com a diretora do SINDPROS, Flávia Melo, alguns trabalhadores relataram erros nesses lançamentos.

Gerusa e Patrícia (ASTHEMG e SINDPROS), Ana Rego (Fhemig) e
Flávia Melo (ASTHEMG e SINDPROS)

FÉRIAS-PRÊMIO

O Sindicato questionou a Digepe sobre os casos em que a direção e chefias de alguns hospitais tem impedido que os servidores peçam as férias-prêmio.

Ana Rego afirmou que não houve nenhuma orientação para as chefias barrarem as férias-prêmio. Inclusive sendo taxativa que não compete aos diretores a proibição. O SINDPROS e ASTHEMG irá identificar esses casos e pede aos trabalhadores que passaram pela mesma situação que se manifestem para que as chefias e direções dos hospitais que respondam por esse abuso de poder.

Pagamento atrasado dOS contratos

Até hoje alguns servidores contratados e outros já dispensados da Fhemig estão sem receber seus vencimentos. Sem muita explicação a Digepe apenas informou que ainda não há previsão de quando a Seplag irá realizar os pagamentos. Deixamos claro que esse atraso e indefinição é inadmissível e cobramos uma resposta concreta.

Retroativo da Ajuda de Custo

Como a ASTHEMG e o SINDPROS já haviam informado o retroativo da Ajuda de Custo foi pago errado, faltando 1 parcela, os cálculos da Seplag não estão de acordo com o acordo firmado na Justiça com o SINDPROS em abril.

A ASTHEMG e o SINDPROS apresentaram para a Digepe um relatório com os contracheques de servidores que receberam apenas 2 parcelas do retroativo da Ajuda de Custo, quando o certo seriam 3 parcelas. Foi apresentado também um cálculo feito pelo sindicato com os valores base que os servidores plantonistas devem receber. Vale lembrar que em casos onde não há falta, férias e/ou atrasos os valores podem variar.

A Digepe analisou o relatório e reconheceu que existem erros nos lançamentos do retroativo. Ana Rego irá realizar uma reunião com os técnicos da Seplag para analisar os lançamentos e fará uma nova reunião com o SINDPROS. Não há ainda uma previsão para a regularização desses pagamentos.

A diretora do SINDPROS, Flávia Melo, também questionou a nova formulação para cálculo do pagamento da Ajuda de Custo que, inclui um valor fixo e um perceptual que varia de acordo com as metas alcançadas pela rede Fhemig.

Foi observado que cada unidade da Fhemig tem recebeu um valor variável diferente, como se a meta fosse individual e não global para Fhemig. A Digepe reconheceu o erro e confirmou que a meta é única para cálculo da Ajuda de Custo. Os trabalhadores que identificarem os erros podem buscar os DPs para que cada caso seja analisado.

30 HORAS

Após a mobilização dos trabalhadores junto com a ASTHEMG e o SINDPROS as 30 horas avançou mais.

A Digepe informou que o edital para que os trabalhadores façam a opção pelas 30 horas deve ser publicado já na próxima semana, com isso os trabalhadores já poderão preencher a solicitação da redução de carga horária com redução salarial.

Sendo publicado o Edital será dado o prazo de 15 dias para que qualquer trabalhador, que deseje a redução de 40 para 30 horas, preencha o formulário. Essa solicitação será analisada pelo Digepe avaliando o dimensionamento de cada unidade.

O Digepe informou que foi feita uma reunião com todos os diretores dos hospitais da rede para que eles não barrem ou dificultem os trabalhadores de fazerem a solicitação. Inclusive foi informado que as novas contratações serão feitas e não faltará pessoal.

A ficha de solicitação deverá ser entregue aos DPs, e eles que irão buscar as assinaturas das chefias. Essa foi mais uma reivindicação que o sindicato conseguiu após as assembleias realizadas com os trabalhadores.

Mais detalhes sobre o processo será informado nas próximas semanas.

By asthemg

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.